Angola acelera implementação de projectos de biocombustíveis

Angola tem intensificado acções para criar um quadro legal e operacional focado no desenvolvimento de biocombustíveis, com o objectivo de acelerar a transição energética e reduzir as emissões de carbono, reconheceram em Luanda, especialistas deste sector.

Durante um painel sobre “Biocombustíveis – O futuro das energias renováveis no país”, participantes da 2ª Conferência Internacional Sobre Energia e Águas, que encerrou hoje, na capital angolana, destacaram a matriz energética e a estratégia do Governo angolano, segundo avançou o portal Angola Press.

Nesse particular, sublinharam que o potencial agrícola de Angola constitui uma vantagem estratégica para a produção em larga escala de biodiesel e bioetanol, sem colocar em risco a segurança alimentar nacional.

Segundo o representante da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Alfredo Narciso, realçou que a introdução progressiva de fontes limpas na matriz energética nacional responde não apenas aos compromissos internacionais do Executivo no combate às alterações climáticas, mas representa também uma via para a diversificação da economia.

Por seu turno, o também técnico da ANPG, Américo Fernandes, apresentou a necessidade de se criar mais incentivos fiscais para atrair mais investimento privado estrangeiro.

Sublinhou que o crescimento dos biocombustíveis focada na transição energética vai impulsionar o desenvolvimento rural com a criação de milhares de postos de trabalho.

Avançou, por outro lado, que a petrolífera nacional Sonangol já tem em curso estudos de viabilidade e parcerias estratégicas para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e outras alternativas verdes, posicionando o país na vanguarda da transição energética na região da África Subsaariana.

A 2ª Conferência Internacional de Energia e Águas reúniu em Luanda especialistas, académicos e líderes industriais de várias latitudes, incluindo delegações da América do Norte (EUA e Canadá), América do Sul (Brasil), Ásia (China e Coreia), Europa (Reino Unido, Alemanha, Espanha, Portugal) e diversos países do continente africano, num espaço de partilha de experiências sobre os 50 anos de Independência Nacional.

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