
Em termos anuais, o resultado representa um crescimento de 171,4 por cento e traduz o maior salto deste indicador nos últimos 13 anos, segundo avançou o portal JA Online.
O desempenho do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no sector não petrolífero dá força à leitura de que Angola está a registar maior capacidade de captar capital externo para actividades fora da indústria petrolífera. Num país em que o petróleo continua a ter peso dominante na economia, a evolução deste indicador é relevante, porque sinaliza movimento de investimento em áreas associadas à diversificação da base produtiva.
O resultado de 2025 também ganha importância pelo contraste com o comportamento recente do indicador. Depois de anos marcados por oscilações, o IDE não petrolífero volta a apresentar uma dimensão anual mais expressiva, o que reforça a percepção de que o mercado angolano continua a oferecer espaço para projectos orientados para sectores estratégicos não petrolíferos.
No plano institucional, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX)enquadra-se neste ambiente como estrutura central de recepção, promoção e acompanhamento do investimento privado. A agência define entre as suas atribuições a captação de investimento privado, o registo de propostas, o apoio institucional aos investidores e a promoção de investimento directo estrangeiro para sectores estratégicos da economia nacional.
Esse enquadramento institucional articula-se com os regimes de investimento, incentivos e facilidades administrativas previstos para os projectos privados, elementos que ajudam a estruturar a entrada de capital e a execução dos investimentos.
A leitura económica do resultado é, por isso, relevante: mais do que um aumento estatístico, o valor alcançado em 2025 recoloca o IDE não petrolífero no centro da discussão sobre diversificação, ambiente de investimento e capacidade do País de atrair capital externo para sectores fora do petróleo.