Investimento Directo Estrangeiro (IDE) não petrolífero encerra 2025 em 959,4 milhões de dólares.

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no sector não petrolífero em Angola, em 2025, totalizou um valor de 959,4 milhões de dólares, acima dos 353,5 milhões de dólares registados em 2024, de acordo com dados preliminares do Banco Nacional de Angola (BNA).

Em termos anuais, o resultado representa um crescimento de 171,4 por cento e traduz o maior salto deste indicador nos últimos 13 anos, segundo avançou o portal JA Online.

O desempenho do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no sector não petrolífero dá força à leitura de que Angola está a registar maior capacidade de captar capital externo para actividades fora da indústria petrolífera. Num país em que o petróleo continua a ter peso dominante na economia, a evolução deste indicador é relevante, porque sinaliza movimento de investimento em áreas associadas à diversificação da base produtiva.

O resultado de 2025 também ganha importância pelo contraste com o comportamento recente do indicador. Depois de anos marcados por oscilações, o IDE não petrolífero volta a apresentar uma dimensão anual mais expressiva, o que reforça a percepção de que o mercado angolano continua a oferecer espaço para projectos orientados para sectores estratégicos não petrolíferos.

No plano institucional, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX)enquadra-se neste ambiente como estrutura central de recepção, promoção e acompanhamento do investimento privado. A agência define entre as suas atribuições a captação de investimento privado, o registo de propostas, o apoio institucional aos investidores e a promoção de investimento directo estrangeiro para sectores estratégicos da economia nacional.

Esse enquadramento institucional articula-se com os regimes de investimento, incentivos e facilidades administrativas previstos para os projectos privados, elementos que ajudam a estruturar a entrada de capital e a execução dos investimentos.

A leitura económica do resultado é, por isso, relevante: mais do que um aumento estatístico, o valor alcançado em 2025 recoloca o IDE não petrolífero no centro da discussão sobre diversificação, ambiente de investimento e capacidade do País de atrair capital externo para sectores fora do petróleo.

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