
Damião Alfredo explicou que o trabalho científico estará centrado na mortalidade materna, na anemia falciforme, nas sequelas do Acidente Vascular Cerebral (AVC) e na saúde reprodutiva da mulher, segundo avançou o portal JA Online.
O académico esclareceu que a iniciativa se enquadra nas políticas do Estado angolano para melhorar os indicadores de saúde e promover uma maior qualidade de vida às populações.
No que diz respeito à maternidade, a realização de exercícios físicos de mobilidade durante o terceiro trimestre da gestação pode contribuir para partos mais seguros, reduzindo os riscos de complicações e mortes maternas.
Já a investigação sobre a anemia falciforme, informou, está direccionada especialmente a pacientes que sofrem de úlceras nos membros inferiores.
O tratamento consiste na aplicação de laser de baixa intensidade para acelerar o processo de cicatrização das lesões.
Quanto às sequelas de AVC, a equipa trabalhou com ferramentas de realidade virtual para devolver a mobilidade voltada à marcha e ao equilíbrio dos pacientes, promovendo uma recuperação mais eficaz.
No domínio da saúde sexual e reprodutiva, o destaque foi a divulgação do aplicativo “Kibaba”, desenvolvido para auxiliar as mulheres no acompanhamento do ciclo menstrual e na identificação precisa das diferentes fases do período fértil.
Damião Alfredo disse que a ferramenta tecnológica visa apoiar o planeamento familiar, prevenir gravidezes precoces e fornecer informações úteis para mulheres e casais.
Reconhecimento
A deputada à Assembleia Nacional, Maricel Capama, reconheceu que é uma satisfação ver jovens angolanos empenhados no desenvolvimento de projectos de tecnologias virados à saúde da mulher.
” É muito importante a prática dos exercícios físicos, porque para nós ainda é um mito que a gravidez é doença e quem está doente não pode fazer nada. Hoje, a ideia se vai desmistificando cada vez mais na área de fisioterapia, com profissionais dispostos a apoiar as grávidas na hora do trabalho de parto”, referiu.