
Segundo a presidente do Conselho de Administração da EPAL, Solange Góis, que falava à imprensa, no quadro da 2.ª Conferência Internacional de Energia e Águas, que decorreu em Luanda, com o lema “50 anos servindo o país rumo à sustentabilidade”, o projecto visa uma expansão mais abrangente e eficaz do serviço, avançou o portal Angola Press.
A responsável afirmou que a empresa pretende garantir o fornecimento de água 24 horas por dia na maior parte das zonas já abrangidas pelo sistema público.
“Actualmente, a taxa de cobertura da EPAL na cidade de Luanda está abaixo dos 50%. Com os novos sistemas de abastecimento, a meta é chegar aos 65%”, referiu.
Solange Góis apontou também os desafios de sustentabilidade financeira enfrentados pela empresa, afectado pela inadimplência dos clientes.
“Temos clientes com bastante resistência ao pagamento da tarifa de água, mas também temos bons clientes que contribuem para a nossa base de sustentabilidade”, disse.
Explicou ainda que o serviço de distribuição envolve custos elevados relacionados com captação, tratamento, energia, produtos químicos e operação.
A responsável clarificou que a EPAL não fornece água bruta do rio aos clientes, mas sim distribui água tratada.
Acrescentou que o não pagamento das facturas por parte dos clientes compromete seriamente a operacionalização da empresa.
Lembrou ainda o impacto negativo do vandalismo na rede pública, que provoca elevados prejuízos e afecta a reposição dos serviços.
“Quanto mais se vandalizar, mas algumas zonas ficam sem água”, concluiu.